Quinze baleias-francas são avistadas durante monitoramento aéreo em Laguna, Imbituba e Garopaba

No último domingo, dia 28 de julho, o primeiro sobrevoo da temporada 2019 do Programa de Monitoramento das Baleias-francas realizado pelo Porto de Imbituba avistou 15 baleias na costa catarinense. Foram registrados 6 fêmeas com filhote e 3 adultos na região de Imbituba (SC) e Laguna (SC), sendo Imbituba o perímetro de maior concentração, com 13 indivíduos. O sobrevoo ocorreu entre Florianópolis (SC) e Torres (RS), percorrendo toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca. Comparado às avistagens de julho de 2018, o número registrado foi menor, mas está dentro do previsto para o período. Os próximos sobrevoos estão marcados para setembro, pico de avistagem da espécie, e novembro, no fim da temporada.

O Programa é realizado no âmbito do Plano de Controle Ambiental da SCPar Porto de Imbituba, Autoridade Portuária, e executado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e o Instituto Australis. O objetivo da ação é o monitoramento dos mamíferos marinhos que visitam a região da APA da Baleia Franca, para fazer o censo da população, determinar a sua distribuição espacial e realizar a foto-identificação dos indivíduos através das calosidades únicas que cada animal possui sobre a cabeça.

As 6 fêmeas com filhotes já foram catalogadas em outras temporadas. Segundo o Instituto Australis, 3 adultos avistados no início de julho foram registrados neste domingo com filhotes. Comparado aos dados obtidos desde o início do monitoramento do Porto de Imbituba, os registros deste sobrevoo ficaram abaixo da média de avistagens. A pesquisadora e diretora do Instituto Australis, Karina Groch, explica que “o número registrado neste sobrevoo já era esperado, uma vez que ano passado tivemos uma espécie de ‘boom’ de baleias que possivelmente não reproduziram em anos anteriores, dentro do seu ciclo regular de intervalo entre filhotes, de três anos, aumentando este intervalo”.

Karina esclarece que diversos fatores podem influenciar no número de baleias em áreas reprodutivas. “Por exemplo, quanto mais alimento disponível, mais baleias podem migrar para áreas de reprodução, e vice-versa. Além disso, as baleias que vêm para o Brasil também podem parir seus filhotes na Argentina, que é uma área de reprodução mais próxima às áreas de alimentação”.

Monitoramento é estratégico

Desde a sua implantação, em 2009, o monitoramento coordenado pelo Porto de Imbituba utiliza metodologias de avistagem aérea e terrestre para catalogar a localização geográfica e o comportamento desses animais, a fim de ampliar o conhecimento acerca da ecologia das espécies frente às atividades portuárias.

Além dos três sobrevoos, o monitoramento terrestre ocorre diariamente, em dois pontos de observação, nas enseadas das praias do Porto e Ribanceira, em Imbituba. O tempo de observação padrão é de seis horas diárias, divididas em dois turnos, podendo variar de acordo com a quantidade de horas/luz, condições climáticas, bem como a movimentação dos navios.

O monitoramento da frequência dos cetáceos no entorno do Complexo Portuário possibilita ainda que o Porto estabeleça controles operacionais voltados à conservação da espécie. Uma das medidas é o Procedimento Interno de Boas Práticas, implantado com o objetivo de conscientizar e alertar a tripulação dos navios e pequenas embarcações sobre a presença das baleias-francas no entorno do Porto.

“Nessa abordagem junto aos comandantes e à tripulação, eu levo informações sobre o comportamento das baleias-francas, mostro para eles o mapa dos limites da APA e também explico como ocorre o monitoramento dos cetáceos no Porto”, comenta a oceanógrafa Camila Amorim, analista portuária da SCPar Porto de Imbituba. Além disso, o procedimento prevê a comunicação entre as equipes de monitoramento e Meio Ambiente do Porto, para tomada de medidas no que diz respeito às atividades portuárias (atracações, dragagem, manobras de rebocadores, etc.).

Projeto é reconhecido no Brasil

A atuação focada na conservação das baleias, enquanto dá continuidade às operações portuárias de forma sustentável, rendeu ao Porto de Imbituba quatro reconhecimentos: o Prêmio Empresa Cidadã ADVB/SC, categoria Preservação Ambiental, nos anos de 2016 e 2017, o 23º Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Conservação da Vida Silvestre, em 2017 e, em 2019, o Prêmio Portos e Navios de Responsabilidade Socioambiental, com o projeto “Mar de Letras”, feito com jovens da Escola Básica Municipal Deputado Joaquim Ramos, de Imbituba, que resultou no livro infanto-juvenil “A Grande Tempestade”.

Crédito das fotos: Carolina Bezamat/SCPar Porto de Imbituba

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